letras, sons, imagens -- revolução & conservação -- ironia & sarcasmo -- humor mau e bom -- continua preguiçoso
19
Set 07
publicado por RAA, às 19:15link do post | comentar



Chego atrasado. Ruy de Carvalho (haverá actor maior?) lê passagens de O Malhadinhas. A acústica não ajuda. É pena.
António Valdemar, Jaime Gama e Cavaco Silva fazem os discursos de circunstância. E fazem-no bem. O de Cavaco revela até algum conhecimento de problemática aquiliniana. Teria graça que a alocução fosse de sua lavra. Já não seria mau -- e porque não pensá-lo? -- a ocorrência de anotações do seu punho apostas ao «borrão» de assesoria...
O Estado em peso e o peso do Estado: os altos dignitários, presidentes dos Tribunais todos, Sampaio, ex-presidente, Sócrates + 4 ministros: cumpre nomeá-los: Isabel Pires de Lima, Augusto Santos Silva (presenças naturais), Teixeira dos Santos e Correia de Campos. Deputados: vislumbro Alegre, Jerónimo de Sousa, Zita Seabra, Fernando Rosas, Helder Amaral, Luís Fazenda, José Junqueiro, Agostinho Lopes e outros.
Mais importante: na fila da frente da ala em que me encontro, a família de Aquilino, a começar pelo filho sobrevivente, Aquilino Ribeiro Machado; apercebo-me de netos, bisnetos e até, certamente, trinetos. Alguns revelam os traços fortemente marcados do seu antepassado. Vejo-o em especial numa senhora jovem, que julgo seja neta, com um facies magnífico.
Ainda importante: perto de mim está Artur Portela (que, se a memória me não atraiçoa, dedicou um dos volumes de A Funda ao Mestre); e, tão significativa quanto discreta, a presença de um dos nosso maiores escritores vivos, Mário de Carvalho.
O que me fez, porém, alinhavar estas notas, foi a circunstância de, pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida por Cesário Costa, Luís de Freitas Branco ter pontuado esta cerimónia com a sua grande música, sabiamente escolhida. O maior escritor e o maior compositor do tempo de ambos, encontram-se nesta ocasião cheia de significado. Ainda ontem me referi a Luís de Freitas Branco como um dos criadores cuja obra é patrimóno nacional. Espero agora que o Panteão, magnificado com os despojos de Aquilino, venha a acolher um grande compositor português, e que esse seja Luís de Freitas Branco.

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