letras, sons, imagens -- revolução & conservação -- ironia & sarcasmo -- humor mau e bom -- continua preguiçoso
07
Dez 09
publicado por RAA, às 22:41link do post | comentar
PROH PUDOR

Todas as noites ela me cingia
Nos braços, com brandura gasalhosa;
Todas as noites eu adormecia,
Sentindo-a desleixada e langorosa.

Todas as noites uma fantasia
Lhe emanava da fronte imaginosa;
Todas as noites tinha uma mania
Aquela concepção vertiginosa.

Agora, há quase um mês, modernamente,
Ela tinha um furor dos mais soturnos,
Furor original, impertinente...

Todas as noites ela, ó sordidez!
Descalçava-me as botas, os coturnos,
E fazia-me cócegas nos pés...


«Poesias dispersas»,
O Livro de Cesário Verde
(edição de Maria Ema Tarracha Ferreira)

O Cesário aqui, até parece um canário :)))

Bom feriado.
Fátima
Contracena a 7 de Dezembro de 2009 às 23:32

Mas ele era um rouxinol :|
Obrigado, também para si.
RAA a 8 de Dezembro de 2009 às 00:17

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