letras, sons, imagens -- revolução & conservação -- ironia & sarcasmo -- humor mau e bom -- continua preguiçoso
26
Mai 05
publicado por RAA, às 18:23link do post | comentar
The Beatles Posted by Hello

publicado por RAA, às 02:55link do post | comentar
Acabo de ver, ouvir e ler o primeiro cd, e respectivo livreto, da colecção Let's Jazz em Público, dirigida por José Duarte e publicada pelo jornal de José Manuel Fernandes. Deixo aqui três momentos de exaltação:
1) One for Daddy-O, por Julian "Cannonball" Adderley (sax alto), com Miles Davis (trompete) e uma secção rítmica superlativa, Hank Jones (piano), Sam Jones (contrabaixo) e Art Blakey (bateria);
2) Buddy's Blues, de e por Buddy de Franco (clarinete), Kenny Drew (piano), Milt Hinton (contrabaixo) e outra vez Art Blakey na bateria. (Um dos meus primeiros LP's de jazz foi o Lady Love, da Billie Holiday, gravado ao vivo em Colónia (1954), com o dito de Franco ao clarinete.) A languidez e a volúpia dos blues, está tudo aqui...
3) Afro-Blue, por John Coltrane (sax tenor), McCoy Tyner (piano), Jimmy Garrison (contrabaixo) e Elvin Jones (bateria): jazz primordial, peço licença para dizer, como se de jam-session gravada se tratasse... ou não trata?... (Aproveitando: Mc Coy Tyner esteve por cá -- o meu é Cascais e Estoril -- algumas vezes. Vi-o no Parque Palmela, inspirado.)

24
Mai 05
publicado por RAA, às 23:15link do post | comentar
Tenho na vida tão poucas coisas que me aflijam, que um dos meus maiores pesares é saber que alguns destes campos estão condenados a servir de terrenos para edificações. No que está situado mais perto da cidade vi, durante várias semanas, um tão grande número de carrinhos de mão, que cheguei, na verdade, a pensar que toda a terra, até a uma profundidade de dezoito polegadas pelo menos, ia ser transportada para outro ponto. Em diferentes sítios do terreno condenado encontram-se amontoadas imensas pilhas triangulares de pranchas, e um pequeno bosque que lhe fica na borda oriental acaba agora mesmo de receber a sua condenação à morte, anunciada por uma estranha pintura a branco nos respectivos troncos: as árvores devem dar lugar a um grupo de chaminés.
O Espelho da Tia Margarida
(tradução de José Marinho)

publicado por RAA, às 03:38link do post | comentar
Rosa Alice Branco Posted by Hello

23
Mai 05
publicado por RAA, às 12:04link do post | comentar | ver comentários (1)
O SEGREDO DA MATÉRIA

Subo ao sótão e tenho seis anos
pelas escadas que rangem
sob os pés que voam em segredo,
rangem como a porta a abrir
para a luz filtrada dos pavores da infância
onde espero um pouco
por tudo o que me espera desde a eternidade.
Tenho sete anos e a cinza confunde-se com a luz
depositada no tempo. As arcas dão a ver o outro lado
do mundo espalhado pelo chão à minha volta.
Não são objectos mas o próprio mistério da existência
que vai passando pelas minhas mãos
quando tenho oito anos, quando tenho agora
o segredo de uma porta que abre para a casa.
Percorro os caminhos da mesa, da cama, da lareira,
as raízes da casa são o sótão
onde a luz toca nas mãos o infinito.
Subo pelos olhos espantados
e espero ainda pela aurora que me aguarda
aproximando-se lentamente do seu pó.

Animal Volátil / Soletrar o Dia (antologia)

22
Mai 05
publicado por RAA, às 23:44link do post | comentar
Glorioso SLB!
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publicado por RAA, às 16:11link do post | comentar
Só a vida dos que nos são queridos justifica a nossa submissão voluntária.

publicado por RAA, às 01:14link do post | comentar
(...) a matéria-prima da literatura não é a felicidade mas a infelicidade humana, e os escritores, tal como os abutres, preferem alimentar-se de carne putrefacta.
História Secreta de um Romance
(tradução de António José Massano)

publicado por RAA, às 01:05link do post | comentar
Mario Vargas Llosa Posted by Hello

21
Mai 05
publicado por RAA, às 00:27link do post | comentar
Era uma forte rapariga de seus quinze anos, com o desenvolvimento de mulher feita, embora vestindo saia curta; a tez levemente morena ou desse tom mate, que no Norte se contrapõe ao róseo nacarado das loiras e à luz meridional se capitularia, talvez, de alvura láctea; olhos imensos e pretos, da cor do cabelo que lhe caía, solto, sobre as costas, fartíssimo e ondeado como um velo de azeviche.
Deus ex machina - Novelas Eróticas

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