letras, sons, imagens -- revolução & conservação -- ironia & sarcasmo -- humor mau e bom -- continua preguiçoso
05
Jun 05
publicado por RAA, às 15:29link do post | comentar
Vinhetas de Eduardo Teixeira Coelho Posted by Hello

04
Jun 05
publicado por RAA, às 16:24link do post | comentar
V. Senhoria sempre me faz mercês: eu as tenho por tão infalíveis como quem conhece o ânimo de V. S. e como quem lho não desmerece com o seu ânimo. Por cá, tudo são desastres: Francisco Rodrigues Lobo morreu afogado no Tejo, que até nas águas há ingratidões! Na desgraça foi poeta. E enfim era entre nós só o que imprimia. Mortes de fogo também não faltarão. De dar e tirar a vida servem os elementos. A D. Rodrigo Caldeirão não faltam versos castelhanos nem portugueses, inda que maus. Eu também atirei ao alvo mas errei, como costumo. V. S. o verá neste soneto, porque vai de outra letra para que se leia bem. Fico ao serviço de V. S. como sempre. A quem Deus guarde e toda esta casa pede benção.
Lisboa, a 6 de Dezembro de 1621.
Andrée Rocha, A Epistolografia em Portugal

publicado por RAA, às 00:26link do post | comentar
EVOLUÇÃO

(A SANTOS VALENTE)

Fui rocha, em tempo, e fui, no mundo antigo,
Tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onde, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...

Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
Ou, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo...

Hoje sou homem -- e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, na imensidade...

Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas, estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.

Sonetos Completos, edição de Oliveira Martins

02
Jun 05
publicado por RAA, às 23:54link do post | comentar
AutoAlmada não é um stand de automóveis, AutoColumbano não fica na avenida lisboeta, AutoManta não se especializou no mítico modelo da Opel; são simples abreviaturas de auto-retratos de alguns pintores n'«os meus documentos».

publicado por RAA, às 23:53link do post | comentar
Posted by Hello Um auto-retrato de Almada Negreiros


01
Jun 05
publicado por RAA, às 22:00link do post | comentar
O sol de Junho irradia,
sem se extinguir a moinha
a chover-nos dentro.

Somos atravessados pela melancolia,
choro intenso de lágrimas secas.

Trazemos em nós o próprio feto,
que continuamente violentamos.

VI-2001
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