letras, sons, imagens -- revolução & conservação -- ironia & sarcasmo -- humor mau e bom -- continua preguiçoso
04
Mai 07
publicado por RAA, às 22:51link do post | comentar

03
Mai 07
publicado por RAA, às 23:11link do post | comentar
CASA DESERTA

Ah nada pior que a casa deserta,
sozinha, sozinha.

O fogão apagado e tudo sem interesse.
O mundo lá longe, para lá da floresta.
E o vento soprando
e a chuva caindo
e a casa deserta...

Ah nada pior que estes dias e dias,
de cachimbo aceso, com as mãos inertes,
com todas as estradas inteiramente barradas,
ouvindo a floresta.
Com tudo lá longe, na casa deserta,
ouvindo eternamente o vento soprando
e a chuva caindo, na noite, caindo...

Há uma cancela de madeira que ginga nos gonzos.
E um velho cão de guarda que ladra sem motivo.
Parece que é gente que vem a entrar.

E é só o vento soprando, soprando,
e a chuva caindo...

Mudaram muita vez as folhas da floresta.
E os olhos do homem são olhos de doido.
Fogão apagado, aceso o cachimbo, o mundo lá longe.

Ah nada pior que a casa deserta,
cheia dum sonho imenso que ficou na cabeça.
A casa deserta na noite deserta.

E o vento soprando
e a chuva caindo
e a casa deserta...


Poemas

publicado por RAA, às 19:33link do post | comentar

02
Mai 07
publicado por RAA, às 19:17link do post | comentar
A vida é breve, a arte longa, a ocasião fugaz, a experiência duvidosa, o julgamento difícil.


In Maria Helena da Rocha Pereira, Helade -- Antologia da Cultura Grega


publicado por RAA, às 19:12link do post | comentar

01
Mai 07
publicado por RAA, às 17:53link do post | comentar | ver comentários (2)
Só te reconheces ao espelho quando te olhas nos olhos. Encaras então a fraude em que te tornaste. Gostas de agradar. É para isso que tens opiniões. Não porque se ajustem ao que pensas, mas para subires no conceito deste e daquele. És agora tudo o que outrora repudiaste. A descrição que de ti fazem não te assenta como uma luva. Estás perigosamente postiço, por carência, por preguiça, por perversidade. Por isso não é bom o que o reflexo te devolve. Sabe-lo. Podes estar ressentido com a existência que te coube, mas não és estúpido. Olhas-te nos olhos do espelho. É lá que a verdade está. A que os outros não vêem. A que já te fugiu.

publicado por RAA, às 17:52link do post | comentar

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