letras, sons, imagens -- revolução & conservação -- ironia & sarcasmo -- humor mau e bom -- continua preguiçoso
16
Jul 08
publicado por RAA, às 19:29link do post | comentar

15
Jul 08
publicado por RAA, às 19:49link do post | comentar | ver comentários (4)
Aquilo que tomamos por virtudes, não passa, muitas vezes, de um conjunto de diversas acções e interesses que a fortuna ou o nosso engenho sabem concertar; e nem sempre é por valor nem por castidade que os homens são valorosos e as mulheres são castas. La Rochefoucauld
Máximas (tradução de Cristina Proença)

publicado por RAA, às 19:42link do post | comentar

publicado por RAA, às 19:35link do post | comentar

14
Jul 08
publicado por RAA, às 21:59link do post | comentar
AGOSTO

Em tardes como esta o mar é uma
bênção,
o gesto azul de um deus,
a memória de um tempo sem tempo.

Em tardes como esta cada instante
sabe a eternidade
e o horizonte, este horizonte
é um sinal do que ainda pode ser
isso a que chamam beleza:
uma onda que nasce enquanto outra
morre desfeita em espuma
levando atrás de si o nosso medo,
a nossa esperança demasiado humana,
o pacto que selámos e quebrámos
com os sonhos mais antigos, os que um dia
foram apenas nossos,
mas são agora o mar, sem nome nem
destino,
coisas que vão e fingem regressar
mas já não nos pertencem.


A Luz da Madrugada

publicado por RAA, às 21:41link do post | comentar

13
Jul 08
publicado por RAA, às 16:20link do post | comentar | ver comentários (3)
imagem daqui

publicado por RAA, às 16:03link do post | comentar | ver comentários (2)
Neil Young consegue combinar uma faceta de escritor de canções -- do melhor que tem a música popular anglo-americana -- com uma desconcertante personalidade de guitar-hero. Desconcertante, porque autêntica, sem cedência à mise-em-scène fácil. Foi o que sucedeu ontem, no Alive! 2008, em Algés. Um concerto notável. E eu não sei como ele, com 63 anos, ainda tem caixa craniana que lhe filtre as distorções da guitarra.
Uma palavra para Ben Harper, que veio depois: a escolha não poderia ter sido melhor. Harper é um músico de mão-cheia, concentra em si a boa tradição musical norte-americana. Tal como Young, percebe que o mundo e a vida são demasiado importantes para não merecerem mais do que canções ligeiras e/ou umbilicais.

12
Jul 08
publicado por RAA, às 01:39link do post | comentar | ver comentários (4)
Dylan canta cada vez pior a sua música cada vez melhor. Ontem, no Alive! 2008, abriu com Rainy Day Woman e fechou o único encore com Like a Rolling Stone. Cantar, cantámos nós, que ele quase só silabava -- who cares?! Ouvia-o e só me vinha à memória uma expressão magnífica do grande Vitorino Nemésio, que de França, se a memória não me falha, em carta a Lopes-Graça, relatava uma visita do ainda Adolfo Rocha (futuro Miguel Torga) mais ou menos nestes termos geniais: o Rocha passou por cá, como um pedaço de céu velho...
Foi o que me lembrou a voz do Bob Dylan: timbre de céu velho. Mas, ainda assim, céu.

11
Jul 08
publicado por RAA, às 18:35link do post | comentar | ver comentários (4)
O mundo que vem da tua ternura inatingível / será sempre um mundo fraco
Mário Dionísio

mais sobre mim
Julho 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9


21
22
23
24
26

27
28
29
30
31


pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO