letras, sons, imagens -- revolução & conservação -- ironia & sarcasmo -- humor mau e bom -- continua preguiçoso
05
Jan 09
publicado por RAA, às 23:13link do post | comentar

publicado por RAA, às 01:14link do post | comentar | ver comentários (5)
Existe um problema de falta de liderança, quer em Israel (Olmert é um cadáver político há demasiado tempo), quer na Palestina (Abbas, outrora acusado de irrelevante por Livni, pode sair reforçado desta crise, mas será sempre uma vitória de Pirro), quer, principalmente nos EUA.
A circunstância de a camarilha que ainda pontifica em Washington ter dado cobertura total a Israel, independentemente das acções concretas que o estado judaico tomasse, tem prejudicado grandemente a própria estabilidade do país no médio/longo prazo.
Israel precisa de aliados fortes, mas críticos, para o seu próprio bem. Li algures que à euforia das comemorações dos 50 anos do país, sucedeu, na dos 60, um generalizado e amargo sentimento de angústia e preocupação pelo futuro.
A política cega da administração Bush na região, e em especial em relação ao Irão, conduziu a uma situação perigosíssima.
A demora na instituição do estado palestino é cada vez mais insustentável. Também aqui, os aliados de Israel não podem deixar de pressionar firmemente para que esse novo estado seja uma realidade a curtíssimo prazo, partilhando a capital em Jerusalém e prevendo direito de retorno dos exilados e seus descendentes.
Posto isto, e independentemente da alegada desproporção dos meios militares em presença, é óbvio que Israel tem direito a defender-se. A defender-se de quê? Do Hamas, que parece ser uma força heterogénea, mas que alberga no seu seio uns cães danados que adoram deus e matam o que for preciso, quem for preciso, como for preciso. Eliminar estes adoradores de nosso senhor, que lá toma o nome de alá, é uma medida higiénica. Há porém que perceber que há vozes divergentes no Hamas, e que um dos erros políticos graves mais graves foi ostracizá-lo quando ele demonstrou abertura para o diálogo, dando pasto às feras que nele se acolhem.

04
Jan 09
publicado por RAA, às 17:14link do post | comentar
Vincent van Gogh, Natureza Morta com Bíblia
Museu van Gogh, Amsterdão

publicado por RAA, às 13:23link do post | comentar | ver comentários (2)
1. Bruce Springsteen, «Thunder Road». Um americano em Londres, em 1975. Genuíno e bom. (Postado em 12 de Agosto)
1. The Chieftains feat. Sinéad O'Connor, «The Foggy Dew». Uma história de sofrimento e heroísmo, a irlandesa. O canto elegíaco (e soberbo) de Sinéad o diz. (Postado em 5 de Maio -- e com um abraço ao Huckleberry Friend, pelo comentário)
1. Dire Straits, «Brothers In Arms». Dedicado a Nelson Mandela, então na cadeia há 24 anos... Do melhor Dire Straits, dum disco homónimo demasiado medíocre para ser verdade. Eric Clapton dá uma mão; era bom estar ali, naquela ocasião, a mão e o corpo inteiro. (Postado em 22 de Setembro)


E um abraço final aos meus filhos Joana, António e Teresa, que votaram a escolha que fiz do melhor d'O Vale do Riff (como se fosse possível) 2008.

publicado por RAA, às 02:21link do post | comentar
Hergé
Casterman, Tournai-Paris, 1981

03
Jan 09
publicado por RAA, às 13:59link do post | comentar
4. Bob Marley, «I Shot The Sheriff». Marley está para o reggae assim como Muddy Waters para os blues: abriu-os e projectou-os na comunidade global. E se os Stones foram os apóstolos do bluesman, no caso do jamaicano foi Clapton o seu São João Baptista, precisamente com este tema. (Postado em 24 de Março -- e com abraços ao Ruela e à Ana Vidal pelos comentários)


4. Duke Ellington, «It Don't Mean A Thing (If It Ain't Got That Swing». Ellington disse um dia que o seu instrumento não era o piano mas a orquestra inteira. O filme, música e cenário, ilustra-o. (Postado em 10 de Janeiro -- e um abraço pelo comentário -- olha!, à Ana Vidal...)

4. Peggy Lee, «You Give Me Fever». Peggy L. na madurez, cheia de graça e de swing. (Postado em 28 de Abril, e com um abraço desta vez à Lebre do Arrozal, pelo comentário)


publicado por RAA, às 03:04link do post | comentar | ver comentários (3)
O cbs escreveu e eu assino por baixo:

«Sou pró-israel. Mas desde do início desta já esperada mortandade, que ando a evitar dizer algo…nem sei mesmo o que dizer...
Não acredito minimamente nas vulgatas de esquerda pró-palestinas, que vêm anjos onde eu vejo assassinos implacáveis: a história é bem mais complicada e nem é preciso invocá-la, basta ver o cinismo da Liga Árabe ou a forma como os refugiados são tratados nos países árabes.
Renego também as tretas pró-israel de direita, que vê simples acções militares punitivas, onde vejo crimes de guerra: a história é muito mais espessa [...]»
Todo o post a ler, aqui.

publicado por RAA, às 02:49link do post | comentar

02
Jan 09
publicado por RAA, às 19:07link do post | comentar
4. Robert Plant, «Shine It All Around». De Mighty Rearranger, último álbum de Plant, que quanto melhor, mais velho. (Postado em 4 de Junho)
4. Rod Stewart, «The First Cut Is The Deepest». Sim, é um cabotino, há muitos anos, mas canta como só ele. E tem o público na mão. Vi-o há 25 anos, no estádio do Belenenses (Postado em 28 de Agosto)
9. The Animals, «The House Of The Rising Sun». Do cancioneiro norte-americano, recreado (Eric Burdon,com que garra) por um grupo do british blues. (Postado em 23 de Outubro -- e com um abraço à Grande Jóia, pelo comentário)

publicado por RAA, às 12:36link do post | comentar
Mas, à semelhança da antiga Fenícia, os portugueses sentiam-se magoados pelo cíngulo da fronteira terrestre. Seus olhos cismadores perscrutavam as amplidões do mar, que se estendiam a oeste e ao sul, o mar que os abastecia como uchão munificente, que os namorava como fonte de incomparável beleza, que os atraía como escrínio de incríveis opulências. Ali, desde o início da sua existência independente, anteviram a rota de glória que lhes marcava o Destino.

Navegações dos Portugueses

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