letras, sons, imagens -- revolução & conservação -- ironia & sarcasmo -- humor mau e bom -- continua preguiçoso
27
Mar 09
publicado por RAA, às 00:04link do post | comentar
capa de José Serrão para O Búzio de Cós e Outros Poemas, de Sophia de Mello Breyner Andresen
3.ª edição, Editorial Caminho, Lisboa, 1999

26
Mar 09
publicado por RAA, às 19:14link do post | comentar | ver comentários (4)
Lido hoje no JL de ontem:
Ricardo Menéndez Salmón: «Ser mais sábios ou estar melhor dotados para a beleza, não nos faz melhores pessoas. Se o Inferno existisse, estaria cheio de bibliotecas.» (entrevista a Rita Silva Freire, a propósito da publicação de A Ofensa, Porto Editora);
Maria Teresa Horta: «Por mais que tentassem não conseguiram "apagar-me". Porque sou uma poetisa. Renasço sempre como uma Fénix. E tomem: aí está a minha obra» (depoimento a Maria Leonor Nunes, a pretexto da recente edição da Poesia Reunida, na Dom Quixote, num excelente dossier que lhe é dedicado);
Teresa Sousa de Almeida: «[...] o caso de MTH [Maria Teresa Horta] é exemplar porque o silêncio de que foi vítima foi notório e excessivo. Por ser mulher? Por ser feminista? Por ser uma das autoras das Novas Cartas Portuguesas? Por ter ousado nomear o desejo? É difícil dar uma resposta fundamentada, como acontece em todos os casos de silenciamento e exclusão, uma vez que nunca existe um único responsável, mas uma espécie de cadeia eficaz de várias formas de censura.»
António Carlos Cortez: «[...] poesia e acto crítico são (devem ser e ter) um entendimento da cultura como independência. Os críticos de poesia (muitos deles poetas) não serviam um espírito de capelinha, hoje evidente no modo como às claras, alguns críticos apenas exercem a sua actividade relativamente aos poetas de uma determinada editora, ou de determinada corrente poética.» (recensão a A Vida da Poesia, de Gastão Cruz, na Assírio & Alvim).

publicado por RAA, às 18:31link do post | comentar

publicado por RAA, às 00:09link do post | comentar | ver comentários (2)
Jan van Eyck, Retrato de Giovanni Arnolfini e Sua Mulher
National Gallery, Londres

25
Mar 09
publicado por RAA, às 19:25link do post | comentar | ver comentários (2)
Os trabalhistas de Ehud Barak juntaram-se à direita populista, à extrema-direita laica e aos partidos religiosos no governo de Israel. Tinham alternativa? Penso que não, dadas as responsabilidades históricas desde a fundação do país. Pode ser-lhes fatal? Pode.

Pela calada da noite, nas costas do povo, essa entidade espúria que dá pelo nome de Refer encerra as linhas ferroviárias do Tâmega e do Corgo. De acordo com o Público, «a companhia alega necessidade de reparação, mas não tem projectos nem calendarização das obras». Agradece-se ao ministro Lino ou à secretária Vitorino o competente chuto na administração, para o olho da rua e com justa causa.

publicado por RAA, às 18:42link do post | comentar | ver comentários (4)

24
Mar 09
publicado por RAA, às 22:35link do post | comentar | ver comentários (2)
IMITAÇÃO DA ÁGUA

De flanco sôbre o lençol,
paisagem tão marinha,
a uma onda deitada
na praia te parecias.

Uma onda que parava
ou melhor: que se continha,
que contivesse um momento
seu rumor de fôlhas líquidas.

Uma onda que parava
naquela hora precisa
em que a pálpebra da onda
cai sôbre a própria pupila.

Uma onda que parara
ao dobrar-se, interrompida,
que imóvel se interrompesse
no alto de sua crista

e se fizesse montanha,
por horizontal e fixa,
mas que ao se fazer montanha
continuasse água ainda.

Uma onda que guardasse
naquela praia finita
a natureza sem fim
do mar de que participa

e em sua imobilidade
que difícil se equilibra,
o dom de se derramar
que as ondas faz femininas,

mais o clima de águas fundas,
a intimidade sombria
e certo abraçar completo
que dos líquidos copias.


Quaderna / Antologia da Nova Poesia Brasileira
(edição de Alberto da Costa e Silva)

publicado por RAA, às 21:54link do post | comentar | ver comentários (2)

23
Mar 09
publicado por RAA, às 22:32link do post | comentar | ver comentários (4)

Está ao teu alcance ser invencível, desde que não te aventures em nenhum concurso cuja vitória não dependa de ti. / Considera pois, ao ver um inimigo com mais honrarias do que tu, mais poderoso ou que de qualquer outro modo goze de maior renome, que estás a ser levado pela ilusão. É que, se de facto a essência do Bem é algo que depende de nós, não há então lugar para a inveja ou para o ciúme. E não desejarás ser general, pretor ou cônsul, antes e só um homem livre. Para tal há um só caminho: o desprezo por tudo quanto de nós não depende. Epicteto
A Arte de Viver (tradução de Carlos A. Martins de Jesus)

publicado por RAA, às 19:24link do post | comentar

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