letras, sons, imagens -- revolução & conservação -- ironia & sarcasmo -- humor mau e bom -- continua preguiçoso
08
Ago 09
publicado por RAA, às 22:13link do post | comentar | ver comentários (9)
Há vinte anos eu era estagiário no semanário Se7e. Celebrava-se então o vigésimo aniversário do mítico «Zip Zip» e, para assinalar a efeméride, fiz uma série de entrevistas aos autores do programa: Solnado, Fialho Gouveia, Carlos Cruz e José Nuno Martins, o responsável pela lufada de ar fresco musical que então se verificou na estação dirigida por Ramiro Valadão.
Entrevistei o Raul Solnado na sua casa do Bairro Azul. Estava nervosíssimo. Era novo e tinha desde criança uma enorme admiração por ele. Ainda guardo um single, salvo erro intitulado «Cirurgia Plástica» -- Solnado ao melhor nível. Apreciava as suas posições políticas, sempre muito sensatas e verificara que era um homem culto e fino. Era uma estrela sem o menor pedantismo. A recordação dessa tarde é talvez a mais grata que guardei da minha curta carreira de jornalista. Raul Solnado foi de uma grande afabilidade e tudo fez para deixar há vontade um rapaz que não se sentia muito bem no papel de intruso, mesmo quando a intrusão era agendada.
Estive com ele mais algumas vezes, no Estoril, onde viveu por alguns anos. Mas essa tarde em que conversámos no Bairro Azul é que me ficou de lição. A grandeza nunca se exibe.
Retrato de Raul Solnado por Maluda.

publicado por RAA, às 20:01link do post | comentar | ver comentários (2)

Filarmónica de Berlim / Mariss Jansons

publicado por RAA, às 01:29link do post | comentar | ver comentários (2)
Dormiste em camas fofas, vestiste bons fatos, e comeste boas refeições. Quem fez essas camas? E esses fatos? E essas refeições? Não foste tu, não. Tu nunca fizeste nada com o teu próprio esforço. Vives de rendimentos que o teu pai ganhou. És como o albatroz, que rouba o peixe que as outras aves caçaram. Pertences ao número dos homens que impuseram aos outros aquilo a que chamam governo, que são donos de todos os outros homens e que comem a comida que os outros ganham e que gostariam de poder comer. És tu quem usa as roupas quentes. São eles que as fazem, mas tiritam nos seus farrapos e pedem-te emprego a ti, ao teu advogado ou ao teu procurador.


O Lobo do Mar
(tradução de João Guerreiro Boto)

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