letras, sons, imagens -- revolução & conservação -- ironia & sarcasmo -- humor mau e bom -- continua preguiçoso
17
Fev 10
publicado por RAA, às 22:44link do post | comentar
O COVEIRO

A Alberto Braga

Ele entrou cabisbaixo e silencioso
Na imunda tasca e foi sentar-se a um canto;
Deram-lhe vinho, recusou, o espanto
Cresceu no olhar do taberneiro oleoso.

Ele era o mais antigo e o mais ruidoso
Dos fregueses da casa; ao obsceno canto
Ninguém prestava mais lascivo encanto
Ao som magoado de um violão choroso.

Mas o velho sentara-se distante
Da alegre turba, a vista lacrimante
Mergulhada nas chamas do brasido...

Disse um da roda: «espanta-me o coveiro!»
-- Morreu-lhe há pouco a filha... distraído
Volveu da bisca um contumaz parceiro.


Nocturnos

publicado por RAA, às 20:48link do post | comentar

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