letras, sons, imagens -- revolução & conservação -- ironia & sarcasmo -- humor mau e bom -- continua preguiçoso
02
Jun 10
publicado por RAA, às 18:11link do post | comentar
«passámos de um mundo onde as clivagens eram principalmente ideológicas e onde o debate era incessante, para um mundo onde as clivagens são principalmente identitárias» Amin Maalouf, Um Mundo sem Regras ,p. 23.
Não concordo totalmente: por baixo da capa do combate ideológico, estava, principalmente a partir de Stalin, o velho designio imperial; os Estados Unidos oscilavam entre a doutrina de Monroe e as solicitações da sua condição de potência marítima. A clivagem a que se refere Maalouf era, porém, um facto.
Mas eis que emerge, nos ultimos trinta anos, o maior desafio de todos: as religiões ao serviço dos ressentidos, a irracionalidade pura, o preconceito pré-moderno.
A fronteira passou a estar entre os que defendem os direitos humanos (todos os direitos), sem a hipocrisia que caracterizou o mundo ocidental no século XX (e aqui incluo tambem a extinta URSS); e os que estão acantonados no particularismo, no relativismo cultural, na cega paixão de seita.
De um lado, liberdade e razão; do outro, submissão e paixão.

01
Jun 10
publicado por RAA, às 23:12link do post | comentar
TRISTE

Soubesses tu, ó meu Amor, que a Vida
Não é senão a febre do momento,
Estrela de alva que, no firmamento,
Logo se apaga apenas é nascida...

Soubesses tu que uma ilusão perdida
Não traz só desespero ou sofrimento,
Mas o remorso, a dor de pensamento
Que sente, agonizando, um suicida...

E talvez, e talvez menos severa
Visses no coração que se exaspera
E te magoa, à força de te amar,

Um coração tristíssimo e cansado
De ter sonhado, e desejado e amado
Tudo o que Vida nunca lhe quis dar...



Humilde Plenitude
(João de Barros retratado por Columbano)

publicado por RAA, às 23:00link do post | comentar

publicado por RAA, às 11:45link do post | comentar | ver comentários (2)
Se foi uma armadilha, Israel caiu nela que nem um pato, conseguindo a proeza de alienar um aliado estratégico na região. O que me faz impressão é ver Ehud Barak, político experiente e militar experimentado, envolvido nesta mixórdia. Além disso, como escreve Jorge Almeida Fernandes no Público, se Erdogan arriscou, calculou mal. É brincar com o fogo em frente a um paiol.

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