letras, sons, imagens -- revolução & conservação -- ironia & sarcasmo -- humor mau e bom -- continua preguiçoso
05
Dez 10
publicado por RAA, às 22:29link do post | comentar | ver comentários (3)

publicado por RAA, às 22:22link do post | comentar
Oca («Dad»), de Vlado Skafar (Eslovénia, 2010). «Em competição».
Um filme ternurento e melancólico que ilustra o outro lado dessa tragédia que afecta grandes e pequenos seres, todos os dias, em todas as latitudes: a separação dos pais. «Oca» é o encontro beatífico que se processa entre um filho e o seu progenitor, algo tenso de início, em grande cumplicidade (palavra horrível...) depois; é também o retrato, segundo Skafar, dum ambiente de paz (um Domingo), entre cinco dias de "guerra". Daí que, após a beatitude de uma tarde de amor, passada entre pai e filho, suceda a jornada na fábrica, com as suas lutas e as suas incertezas. Filmado na fronteira da Eslovénia com a Hungria, região natal do realizador, conta com dois magníficos actores amadores, muito bem dirigidos, que podemos espreitar no trailer em baixo.


publicado por RAA, às 02:41link do post | comentar
Obratnoe Dvizhenie («Reverse Motion»), de Andrey Stempkovsky (Rússia, 2010). «Em competição».
Um filme pesado, como pesada é a situação que ele retrata: os efeitos colaterais da(s) guerra(s) que os russos vão tendo no Cáucaso; os que ficam, os pais, as companheiras, os filhos. Neste caso, uma mãe vai aguardando notícias do filho desaparecido em combate; com o tempo, afeiçoa-se a uma criança caucasiana, das milhares que migram para a mãe Rússia em busca de oportunidade e vida melhor. O grande mérito de «Reverse Motion» é a recusa do convencional filme de guerra, em favor do lado silencioso dela; e, neste aspecto, é soberbo o desempenho de Olga Demidova, no papel da mãe, tão contido, tão intenso na representação da impotência do desgosto.



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