letras, sons, imagens -- revolução & conservação -- ironia & sarcasmo -- humor mau e bom -- continua preguiçoso
22
Out 11
publicado por RAA, às 00:02link do post | comentar

INSPIRAÇÃO

 

De qualquer contratempo, dor, desgosto,

Faz Justino um soneto. É já sabido.

Nunca falta o soneto apetecido,

Depois de maltratado ou descomposto.

 

Ontem, numa questão, lançou em rosto

Uma dúvida, ao Rego; este, ofendido,

Chamou-lhe o que há de sujo e permitido

Nestes casos. Ouviam-no com gosto.

 

Alguém lhe diz: «Por quem você se rala!

Não faça caso desse tipo; evite-o.»

O Rego ia a servir-se da bengala,

 

Mas pensou e atirou-lhe, desdenhoso,

Um pontapé ao costumado sítio.

Espera-se um soneto primoroso.

 

Garcia Monteiro

(ed. Carlos Jorge Pereira)

 


20
Out 11
publicado por RAA, às 00:09link do post | comentar

18
Out 11
publicado por RAA, às 20:14link do post | comentar

O homem tem atrás de si uma infindável cadeia de mortos a impeli-lo, e todos os gritos que se soltaram no mundo desde tempos imemoriais se lhe repercutem na alma. 

El-Rei Junot


publicado por RAA, às 13:50link do post | comentar | ver comentários (2)

17
Out 11
publicado por RAA, às 22:55link do post | comentar

dizem que a guerra mata: a minha / desfez-me logo à chegada.

Fernando Assis Pacheco


13
Out 11
publicado por RAA, às 23:03link do post | comentar | ver comentários (2)
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12
Out 11
publicado por RAA, às 22:49link do post | comentar

Um estudo de Stefano d'Errico sobre o magnífico Camillo Berneri (1897-1937). Berneri, depois de Errico Malatesta e Luigi Fabbri, é a grande referência histórica do anarquismo italiano. As suas ideias, heterodoxas, debatem um dos tabus do pensamento libertário clássico, o da organização política -- no fundo, o calcanhar de aquiles da táctica deste movimento heterogéneo, que não resiste, no terreno, ao confronto com organizações adversas de pendor autoritário ou  totalitário. Isso foi visível na década de 1930, cá e lá fora. Berneri não pretende obviamente macaquear os partidos políticos, mas reconhece que havia que ir para além das proclamações , tão bombásticas quanto vazias, e da veneração quase religiosa dos grandes autores, Kropótkin à cabeça. Intelectual e homem de acção, voluntário na Guerra Civil de Espanha, raptado e morto por agentes estalinistas às ordens de Palmiro Togliatti, secretário-geral do PCI,Camillo Berneri deu um contributo inestimável para a reflexão sobre a liberdade e a esquerda, pois sem liberdade a esquerda não passa de uma caricatura, de um embuste; e contribui substancialmente para a discussão em torno da superação do beco sem saída em que se colocava uma visão fechada do movimento anarquista , guetizado pela força das circunstâncias históricas.

 

«Evitar a autoridade significa evitar a sociedade. Um indivíduo pode viver no tonél de Diógenes, um povo necessita da cidade.» (p. 8)

 

raa1964

Stefano d'Errico, Anarquismo e Política: Revisão Crítica de Camillo Berneri, tradução de Elisa Areias e Luís Garcia e Silva, Lisboa, Centro de Estudos Libertários / A Batalha, 2009.


11
Out 11
publicado por RAA, às 20:25link do post | comentar | ver comentários (2)

09
Out 11
publicado por RAA, às 22:50link do post | comentar

«[...] o rosto de Baroja é tendencialmente redondo, ocultando-se nele, no fundo das órbitas, uns olhos perscrutadores; o nariz é violento; e a barba sobe emaranhadamente até à cabeça calva. Por debaixo do emaranhamento da barba adivinha-se uma boca seca e amarga.» «Contemporâneos espanhós -- Pío Baroja - I», presença #1, Coimbra, 10 de Março de 1927.

 

 


publicado por RAA, às 21:54link do post | comentar

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