letras, sons, imagens -- revolução & conservação -- ironia & sarcasmo -- humor mau e bom -- continua preguiçoso
12
Jun 12
publicado por RAA, às 01:28link do post | comentar

11
Jun 12
publicado por RAA, às 11:59link do post | comentar

O eruditismo estéril, o puro nonsense, o folclore urbano, um certo olhar sobre a ancestralidade judaica, o arrivismo cultural:

 

 

1- Venal & Irmãos publicaram, enfim,o tão longamente esperado primeiro volume das Listas da Lavandaria de Metterling (Edição Completa das Listas da Lavandaria de Hans Metterling, vol. I, 437 pp. mais XXXII pp. de introdução; índice; 18,75 dólares) com um erudito comentário pelo conhecido especialista em Metterling Gunther Eisenbud. «As listas de Metterling» 

 

2- O desenvolvimento da minha filosofia aconteceu como segue: a minha mulher, tendo-me convidado para provar o seu primeiro soufflé, deixou cair uma colher dele no meu pé, fracturando vários ossinhos. «A minha filosofia»  

 

3- Desfolhava eu uma revista enquanto esperava que o meu beagle Joseph K. saísse da sua sessão habitual de cinquenta minutos às terças-feiras com um analista de Park Avenue -- um veterinário jungiano que, a cinquenta dólares a sessão, trabalha corajosamente para o convencer que a papada não é uma desvantagem social -- quando topei com uma frase que captou a minha atenção como se fosse um aviso de um cheque sem cobertura. «Sim, mas a máquina a vapor é capaz de fazer isto?»

 

 

4- O número de boletins de faculdade e de anúncios para cursos de adultos que rolam sem cessar na minha caixa de correio convenceu-me de que o meu nome deve constar de uma lista especial de correio para falhados na vida. «Boletim da Primavera»

 

5- Um homem viajou até Chelm com o objectivo de obter conselho do rabi Ben Kaddish, o mais santo dos rabis do século IX e talvez o maior noodge (1) de toda a Idade Média. «Lendas assídicas com um guia para a sua interpretação da autoria do distinto erudito»

 

6- É preciso que compreendam que estão a falar com um homem que despachou Finnegans Wake na montanha-russa de Coney Island, penetrando sem dificuldades nos abstrusos arcanos de Joyce, apesar dos violentos solavancos que me fizeram perder os dentes postiços. «Um pouco mais alto, por favor»

 

7- Estava sentado no meu escritório, a limpar o lixo do meu 38 e a matutar sobre quando chegaria o próximo caso. «O Chefão»

 

(1) Chato (N. do T.)

 

Woody Allen, Para Acabar de Vez com a Cultura [Getting Even, 1966], tradução de Jorge Leitão Ramos, 4.ª edição, Venda Nova, Livraria Bertrand, 1981.


10
Jun 12
publicado por RAA, às 23:32link do post | comentar
[desenho publicitário, tirado daqui]

publicado por RAA, às 04:05link do post | comentar

Vou contar a quem a queira ouvir a história da bola Fura-Redes e do goleiro Bilô-Bilô, o Cerca-Frangos, uma historinha para ninguém botar defeito, breve e louca como a vida.

 

Jorge Amado, A Bola e o Goleiro, Lisboa, Contexto, 1986.

 


09
Jun 12
publicado por RAA, às 01:38link do post | comentar
Herb Ellis Meets Jimmy Giuffre (1959)

08
Jun 12
publicado por RAA, às 19:37link do post | comentar
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publicado por RAA, às 00:40link do post | comentar

(Sei que andas por aí, oiço os teus passos em certas noites, quando me esqueço e fecho as portas começas a raspar devagarinho, às vezes rosnas, posso mesmo jurar que já te ouvi a uivar, cá em casa dizem que é o vento, eu sei que és tu, os cães também regressam, sei muito bem que andas por aí.)

 

Manuel Alegre, Cão como Nós, Lisboa, Planeta DeAgostini, s.d.

 


06
Jun 12
publicado por RAA, às 23:08link do post | comentar

05
Jun 12
publicado por RAA, às 18:49link do post | comentar

04
Jun 12
publicado por RAA, às 18:21link do post | comentar | ver comentários (2)

[...] em Arte tudo o que uma vez esteve certo sempre estará certo.

 

Ana Hatherly


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