letras, sons, imagens -- revolução & conservação -- ironia & sarcasmo -- humor mau e bom -- continua preguiçoso
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Dez 09
publicado por RAA, às 20:55link do post | comentar
O AMOR ANTIGO

O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda a parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.


Amar se Aprende Amando

Que beleza no dizer tinha este magnífico poeta!

Às vezes penso, é verdade, que o amor antigo é o melhor :)

...e as Boas Festas da Lulu, ali ao lado... adoráveis.
Ana Paula Sena a 22 de Dezembro de 2009 às 01:52

Boas Festas!

Abraço.
Ruela a 22 de Dezembro de 2009 às 02:00

É verdade, um grande poeta, mesmo neste livro menor, de poesia de circunstância, em que se encontram coisas como esta.
Um abraço.

Grande Árvore de Natal, Ruela <:)}
RAA a 22 de Dezembro de 2009 às 11:14

O titulo não bastará para definir o Amor?!
É isso mesmo: "Amar se aprende Amando". Simplesmente!
TERESA SANTOS a 22 de Dezembro de 2009 às 21:11

É o saber de experiência feito.
RAA a 22 de Dezembro de 2009 às 22:47

6 da manhã e eu a ler isto. Toca a choramingar mais um bocadinho...
Contracena a 27 de Dezembro de 2009 às 05:56

Nem sei o que lhe dizer, Fátima...
RAA a 28 de Dezembro de 2009 às 01:08

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