A sala. A lareira. Fantasio-me escritor de memórias. Sopro as achas ainda esquentadas de restos de cinzas. Cego e vacilante. O meu destino é descrever-te em vez de te amar.
Tavez descrever seja o mesmo que amar. Só falamos daquilo que nos tocou, do que entrou em nós para não mais partir. A memória do outro é o eu que sente, amálgama de sujeito e objecto. Transforma-se o amador na coisa amada, como dizia o lírico. (Pensamentos de domingo, já se vê.) Até dia 8 (não é?) com o Javier Cercas. Abraço