letras, sons, imagens -- revolução & conservação -- ironia & sarcasmo -- humor mau e bom -- continua preguiçoso
29
Nov 09
publicado por RAA, às 23:51link do post
UMA CANÇÃO DA PRIMAVERA


Nesta flor sem fruto que aspiramos
Eu vejo coisas que ninguém descobre:
Descubro o grão, o caule, os ramos,
E até o sulfato de cobre.


E ainda vejo o que ninguém mais vê:
Vejo a flor a desenhar-se em fruto.
E quer ela o dê, quer não dê,
É esse o fim por que luto.


Coimbra, 24.XI.949

No Reino de Caliban II
(edição de Manuel Ferreira)

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