letras, sons, imagens -- revolução & conservação -- ironia & sarcasmo -- humor mau e bom -- continua preguiçoso
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Set 08
publicado por RAA, às 22:10link do post | comentar
Por volta de onze horas, fizemos alta numa aldeia, chamada Aroza, convizinha dos montados por onde se estendia o arraial. Ali reuniu-se connosco uma estúrdia, que vinha dos lados de Cerva, e nesta, os mais graúdos brigões da comarca, homicidas igualmente impunes que arrogantes, e espécie de barões feudais, a cujas barbacãs não ousavam chegar as justiças de el-rei. A cantadeira da estúrdia era uma rapariga de dezoito anos, sécia e talhada a primor, carregada de oiro, mas ainda leve como uma arféloa, saltando quando não cantava, rindo a escâncaras quando não saltava, linda como as dríades dos córregos, alegre como as felicidades das serras. Oh! que moça! Que legião de tentadores demónios ia nela!


«Como ela o amava!», Antologia do Conto Português

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