letras, sons, imagens -- revolução & conservação -- ironia & sarcasmo -- humor mau e bom -- continua preguiçoso
29
Jun 11
publicado por RAA, às 18:54link do post | comentar | ver comentários (2)
5 poemas, aqui.

23
Mai 06
publicado por RAA, às 19:19link do post | comentar | ver comentários (2)
Aquela minha alegria
Era alegria nervosa.
Essa falsa alegria que buscamos
Para mostrarmos aos outros
No primeiro momento
De uma grande tristeza.

E as grandes tristezas são assim:
Cravam-se fundo, bem fundo;
Até parecem perdidas
Lá dentro do coração;
-- Nem o coração as sente.
Porém,
O engano dura pouco;
Primeiramente,
São gotas de pranto amargo,
Lamentos,
Raiva suave,
-- Depois: a resignação;
Um sorriso que parece desdenhoso.

Um tristíssimo sorriso.

-- Um sorriso doloroso.

Curiosidades Estéticas

publicado por RAA, às 19:18link do post | comentar

04
Mar 06
publicado por RAA, às 15:39link do post | comentar
De todo o coração -- ao Jayme

Bendito sejas,
Meu verdadeiro conforto
E meu verdadeiro amigo!

Quando a sombra, quando a noite
Dos altos céus vem descendo
A minha dor,
Estremecendo, acorda...

A minha dor é um leão
Que lentamente mordendo
Me devora o coração.

Canto e choro amargamente;
Mas a dor, indiferente,
Continua...

Então,
Febril, quase louco,
Corro a ti, vinho louvado!
--E a minha dor adormece,
E o leão é sossegado.

Quanto mais bebo mais dorme:
Vinho adorado,
O teu poder é enorme!

E eu vos digo, almas em chaga,
Ó almas tristes sangrando:
Andarei sempre
Em constante bebedeira!

Grande vida!

--Ter o vinho por amante
E a morte por companheira!

Canções

publicado por RAA, às 15:38link do post | comentar

08
Jul 05
publicado por RAA, às 20:07link do post | comentar
A morte e o esventramento das avestruzes que comem diamantes. Como Camões comeu Dinamene. Dinamite. Dínamo e dinamite, "Essa cativa que me tem cativo". Contas de coral ao peito, caralho branco na cona. "Bóina de marujo ao lado" -- o fado do rabo de António Botto. Povo que levas no rabo. Panascas na penumbra das ruas estreitas, pais de família nas avenidas. A loira na esquina. A escuna no rio. As tágides nas margens, secando como peixes envenenados. Trutas do Minho ou do Ceira, talvez. Enguias da lançada ou da Murtosa, talvez. As chaminés de óxidos. H2 Ó-Ó. Sereias escamadas. Instrumentos de tortura. Torquemada na floresta. A bondade presidindo às queimadas nos campos de Portugal.
Cirrose

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