Terra áspera onde nunca houve faunos nas árvores, nem ninfas nas fontes, nem deusas nos rios de preguiça verde...
Terra nua com vultos pardos a dependurarem nos ramos lágrimas de forca, e a verterem nas fontes súplicas de sede, e a atirarem para as lajes passos de suplício, e a colarem nos muros sombras de desenterrados.
Terra seca em que só o drama dos homens povoa as árvores e as pedras de imaginação de cinzas, e transforma o mundo num planeta podre da carne de todos os mortos, ainda com restos de corações a pulsar no silêncio das rosas... -- esse suor de pétalas sem deuses que cheira a cadáveres lívidos nas frontes dos heróis.